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Fill rate é o percentual da demanda que a sua loja consegue atender de fato. Se o cliente pediu 100 unidades e você entregou 80, o seu fill rate é de 80%. É o indicador que mede a disponibilidade real do estoque, ou seja, quanto da venda que aparece você consegue transformar em entrega. A fórmula é direta: unidades entregues divididas pelas unidades pedidas, vezes 100. Quanto mais perto de 100%, menos venda você perde por falta de produto na hora certa, e mais o seu marketing e o seu tráfego viram faturamento de verdade.

Por que o fill rate mede a disponibilidade real?

O fill rate responde uma pergunta que nenhum relatório de venda responde: de tudo que o cliente quis comprar, quanto você conseguiu entregar? A venda registrada mostra só o que deu certo, mas esconde a demanda que bateu na sua porta e não foi atendida por falta de estoque. O fill rate ilumina justamente essa parte invisível, transformando a venda perdida em um número que você pode acompanhar e melhorar.

Essa medição importa porque a disponibilidade é o elo final entre toda a sua operação e o dinheiro no caixa. Você investe em produto, em tráfego, em conteúdo e em checkout, mas se o item não está disponível na hora da compra, todo esse esforço para na última etapa. O fill rate mede a eficiência desse elo final, e um número baixo indica que você está atraindo demanda que não consegue converter em entrega.

Diferente de indicadores que olham só o estoque parado, o fill rate olha o lado da falta, que costuma ser o mais caro e o menos monitorado. Ele coloca número no problema da ruptura, permitindo dimensionar quanto faturamento está escapando por indisponibilidade. Sem essa métrica, a falta de produto vira uma sensação difusa de que poderia vender mais, sem nunca virar um valor concreto sobre o qual agir.

O fill rate também conversa com a experiência do cliente e com a reputação. Um pedido que sai incompleto ou que não pode ser atendido gera frustração e, no e-commerce, perda de cliente e queda de visibilidade nos canais. Acompanhar o fill rate é, no fundo, acompanhar quão bem você cumpre a promessa de ter o produto quando o cliente quer, que é a base da confiança numa loja. Vale conectar isso ao conteúdo sobre o que é ruptura de estoque.

Como calcular o fill rate?

O cálculo é simples, mas a escolha da unidade de medida e do nível de detalhe muda bastante a leitura que você consegue tirar dele.

A fórmula e um exemplo

O fill rate é unidades entregues divididas pelas unidades pedidas, vezes 100. Suponha que, no mês, os pedidos somaram 10.000 unidades e você entregou 9.200. Divida 9.200 por 10.000 e multiplique por 100, e chega num fill rate de 92%. Significa que 8% da demanda que apareceu não virou venda, porque o produto não estava disponível no momento em que o cliente queria. Esses 8% são o seu termômetro de falta.

Por unidade ou por pedido

Dá para medir o fill rate de duas formas, e cada uma conta uma história. Por unidade, como no exemplo, você compara quantas peças entregou em relação às pedidas. Por pedido completo, você conta quantos pedidos saíram inteiros versus quantos saíram faltando algum item. A medição por pedido costuma ser mais dura, porque um único item em falta já marca o pedido inteiro como incompleto, e reflete melhor a frustração do cliente que não recebeu tudo que queria.

O importante é fixar uma forma e acompanhar sempre do mesmo jeito, para que a comparação de um mês com o outro faça sentido. Trocar de método no meio do caminho mistura as leituras e impede ver a evolução real. Escolha a métrica que melhor representa o seu negócio e mantenha a consistência ao longo do tempo, porque é a tendência que mais importa.

Por produto, não só no geral

O fill rate ganha muito mais valor calculado por produto. Uma média geral de 92% pode esconder que o seu campeão de venda está em 99% enquanto um item importante está em 80%. É o detalhe por SKU que aponta onde o estoque está falhando, e olhar só o número agregado costuma mascarar exatamente os produtos que mais merecem atenção. O fill rate por produto é o que transforma a métrica em ação direcionada.

Qual a diferença entre fill rate e OTIF?

Fill rate e OTIF medem coisas próximas, mas confundi-los leva a conclusões erradas. O fill rate olha só a quantidade: você entregou quanto do que foi pedido? Se mandou 80 de 100, é 80%, independentemente de quando a entrega chegou. É um indicador de disponibilidade, focado em ter ou não ter o produto na quantidade certa para atender a demanda.

O OTIF, que significa On Time In Full, é mais exigente porque junta quantidade com prazo. Para um pedido contar como OTIF, ele precisa sair completo e dentro do prazo combinado. Se você entregou tudo mas atrasou, o OTIF registra falha, mesmo com o fill rate em 100%. Ou seja, o OTIF captura problemas de pontualidade que o fill rate sozinho não enxerga, ligados ao tempo de entrega e não só à disponibilidade.

Na prática, os dois se complementam. O fill rate diz se você tinha o produto, o OTIF diz se você tinha o produto e entregou no tempo certo. Uma loja pode ter fill rate alto e OTIF baixo se vive atrasando, ou os dois altos se a operação está redonda. Acompanhar ambos dá uma leitura mais completa da saúde da entrega, e vale entender o OTIF em detalhe para usá-los juntos.

Para a maioria das lojas de e-commerce, começar pelo fill rate faz sentido, porque ele ataca o problema mais imediato, que é a falta de produto. O OTIF entra como uma camada seguinte, quando a disponibilidade já está sob controle e o foco passa a ser a pontualidade. Escolher por onde começar depende de onde dói mais hoje, se na falta de estoque ou no atraso da entrega.

Como interpretar o seu fill rate?

O número sozinho precisa de uma régua para virar diagnóstico, e essa régua muda conforme a importância do produto.

Faixas de referência

A tabela abaixo resume como ler o fill rate e o impacto comercial de cada faixa, considerando uma loja com receita anual de um milhão de reais como exemplo.

Fill rate Leitura Demanda não atendida (sobre R$1 mi)
Acima de 98% Excelente Até R$20 mil
95% a 98% Bom, perda controlada R$20 mil a R$50 mil
90% a 95% Problema a corrigir R$50 mil a R$100 mil
Abaixo de 90% Fraco, gestão falha Mais de R$100 mil

A tabela deixa concreto o que o percentual significa em dinheiro. Operar a 90% de fill rate, numa loja de um milhão por ano, equivale a deixar cerca de 100 mil reais de demanda sem atender, e sobre isso ainda recai o custo de ter atraído clientes que não conseguiram comprar. O que parece um número técnico vira prejuízo bem palpável quando você o traduz em faturamento.

Fill rate por classe de produto

A interpretação precisa considerar o tipo de produto, porque nem todo item merece o mesmo alvo. O campeão de venda deveria estar perto de 99%, já que cada falta nele é uma perda grande. Um produto de baixo giro tolera um fill rate menor, porque vende pouco e manter estoque alto dele não compensa. Essa lógica conversa direto com a curva ABC do estoque, que separa o que merece controle rígido do que pode ser mais tolerante.

Tratar todos os produtos com a mesma meta de fill rate é desperdiçar capital de um lado e correr risco do outro. Você acaba inflando estoque de itens que vendem pouco para perseguir 99% onde não precisa, e ao mesmo tempo deixa o campeão exposto por não dar a ele a prioridade que merece. Definir o alvo de fill rate por classe é o que equilibra disponibilidade e capital de forma inteligente.

Como melhorar o fill rate sem inchar o estoque?

A forma mais óbvia de subir o fill rate é manter mais estoque, mas isso tem um custo que precisa entrar na conta. Aumentar o ponto de pedido reduz a ruptura, só que cada real a mais em estoque é capital parado, que custa por volta de 2% ao mês em oportunidade. Vale quando o ganho em venda supera esse custo, e nem sempre supera. Inchar o estoque às cegas é a resposta mais cara, não a melhor.

Um caminho mais inteligente é melhorar a reposição em vez de só comprar mais. Repor com mais frequência mantém o produto disponível com menos estoque parado, porque o giro fica mais rápido e a falta tem menos janela para acontecer. Some a isso um fornecedor mais confiável, com prazo de entrega menor e mais regular, e você reduz a ruptura sem precisar empilhar mercadoria, atacando a causa em vez do sintoma.

A previsão de demanda é outra alavanca que melhora o fill rate sem custo de capital. Quanto melhor você antecipa quanto vai vender, mais preciso fica o ponto de pedido e menos vezes o produto te pega de surpresa. Errar menos na previsão significa comprar na hora certa e na quantidade certa, o que sobe a disponibilidade sem o desperdício de manter estoque alto para todos os itens por precaução.

No fim, melhorar o fill rate de forma sustentável depende de enxergar o estoque em tempo real, produto por produto, e proteger os certos. O Estocômetro monitora a cobertura de cada SKU e avisa quando um item está prestes a faltar ou quando está parado travando capital, o que permite agir nos produtos que importam antes da falta. Em vez de inflar tudo por medo, você protege o que vende. Dá para testar 7 dias grátis e cruzar com o seu guia de gestão de estoque.

Perguntas frequentes

O que é fill rate?
É o percentual da demanda que você consegue atender. Calcula-se dividindo as unidades entregues pelas unidades pedidas e multiplicando por 100. Um fill rate de 92% significa que 8% da demanda não foi atendida por falta de produto na hora da compra.

Qual a diferença entre fill rate e OTIF?
O fill rate mede só a quantidade entregue em relação à pedida. O OTIF mede quantidade e prazo juntos, então um pedido completo mas atrasado conta como falha no OTIF, mesmo com fill rate de 100%. Um olha disponibilidade, o outro disponibilidade mais pontualidade.

Qual é um bom fill rate?
Acima de 98% é excelente, de 95% a 98% é bom, de 90% a 95% já indica problema e abaixo de 90% é fraco. O alvo ideal varia por produto: campeões de venda pedem perto de 99%, itens de baixo giro toleram menos.

Como melhorar o fill rate sem gastar muito?
Em vez de só aumentar estoque, reponha com mais frequência, use fornecedor mais confiável e melhore a previsão de demanda. Monitorar a cobertura por produto permite agir nos itens certos antes da falta, sem inchar todo o estoque.

Devo ter a mesma meta de fill rate para todos os produtos?
Não. O campeão de venda merece perto de 99%, porque a falta nele dói muito, enquanto o item de baixo giro tolera um fill rate menor. Definir o alvo por classe, seguindo a curva ABC, equilibra disponibilidade e capital.